Saio
de casa
não
sei em busca de que
Está
escuro, é noite
São
três da madrugada
A
avenida é comprida
e
está deserta
A
luz amarela do farol
está
piscando
Encontro
dois cães
dormindo
na calçada
E
perto deles, também dormindo
dois
homens ao pé da parede
Continuo
a andar sem um destino
Me
aproximo da esquina
E
vejo algumas meninas meio estranhas
Usam
roupas curtas, salto e
Umas
duas usam peruca, são cinco
Elas
estão lá paradas “no ponto”
Atravesso
a rua do cruzamento
sigo
a avenida em direção à
saída
da cidade
O
caminhão do lixo passa
O
único barulho da noite
Chego
na praça central
Me
sento do banco
Me
deito no banco
olho
para cima
Céu
negro e muitas estrelas
Uma
nuvem branca de estrelas
Caminho
do leite
Via
láctea
Fecho
os olhos e me concentro
No
silêncio
No
vento tocando minha pele
Ventinho
frio dá um sono
Acordo
em minha cama
Outra
vez esses sonhos estranhos
Mas
quase reais
Volto
a dormir e a sonhar...

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